História do Samba  escrito em sexta 21 setembro 2007 16:59

História

O primeiro registro da palavra "samba" aparece na Revista O Carapuceiro, de Pernambuco, em 3 de fevereiro de 1838, quando Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama, escreve contra o que chamou de "samba d'almocreve".

Em meados do século 19, a palavra samba definia diferentes tipos de música introduzidas pelos escravos africanos, desde o Maranhão até São Paulo.

O samba carioca provavelmente recebeu muita influência de ritmos da Bahia, com a transferência de grande quantidade de escravos para as plantações de café no Estado do Rio, onde ganhou novos contornos, instrumentos e histórico próprio, de forma tal que, o samba moderno, como gênero musical, surgiu no início do século 20 na cidade do Rio de Janeiro (a capital brasileira de então). Muitos pesquisadores apontam para os ritmos do maxixe, do lundu e da modinha como fontes que, quando sintetizadas, deram origem a ao samba moderno.

O termo "escola de samba" é originário deste período de formação do gênero. O termo foi adotado por grandes grupos de sambistas numa tentativa de ganhar aceitação para o samba e para a suas manifestações artísticas; o morro era o terreno onde o samba nascia e a "escola" dava aos músicos um senso de legitimidade e organização que permitia romper com as barreiras sociais.

O samba-amaxixado Pelo telefone, de domínio público mas registrado por Donga e Mauro Almeida, é considerado o primeiro samba gravado, embora Bahiano e Ernesto Nazaré tenham gravado pela Casa Édison desde 1903. É deles o samba "A viola está magoada". Há registros também do samba "Em casa de Baiana" (1913), de autoria de Alfredo Carlos Brício. Porém ambos não fizeram muito sucesso, e foi a composição registrada por Donga que levou o gênero para além dos morros. Donga chegou a anunciar "Pelo telefone" como "tango-samba", no Jornal do Brasil de 8 de janeiro de 1917.

Nos anos trinta, um grupo de músicos liderados por Ismael Silva fundou, na vizinhança do bairro de Estácio de Sá, a primeira escola de samba, Deixa Falar. Eles transformaram o gênero, dando-lhe os contornos atuais, inclusive coma introdução de novos instrumentos, como o surdo e a cuíca, para que melhor se adequasse ao desfile de carnaval. Nesta mesma época, um importante personagem também foi muito importante para a popularização do samba: Noel Rosa. Noel é responsável pela união do samba do morro com o do asfalto. É considerado o primeiro cronista da música popular brasileira. Nesta época, a rádio difundiu a popularidade do samba por todo o país, e com o suporte do presidente Getúlio Vargas, o samba ganhou status de "música oficial" do Brasil.

Nos anos seguintes o samba se desenvolveu em várias direções, do samba canção às baterias de escolas de samba. Um dos novos estilos foi a bossa nova, criado por membros da classe média, dentre eles João Gilberto e Antonio Carlos Jobim.

Nos anos sessenta os músicos da bossa nova iniciaram um movimento de resgate dos grandes mestres do samba. Muitos artistas foram descobertos pelo grande público neste momento. Nomes como Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Keti e Clementina de Jesus gravaram os seus primeiros discos.

Nos anos setenta o samba era muito tocado nas rádios. Compositores e cantores como Martinho da Vila, Bezerra da Silva, Clara Nunes e Beth Carvalho dominavam as paradas de sucesso.

No início da década de 1980, depois de um período de esquecimento onde as rádios eram dominadas pela música de discoteca e pelo rock brasileiro, o samba reapareceu no cenário brasileiro com um novo movimento chamado de pagode. Nascido nos subúrbios cariocas, o pagode era um samba renovado, que utilizava novos instrumentos, como o banjo e o tantã, e uma linguagem mais popular. Os nomes mais famosos foram Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Grupo Fundo de Quintal, Jorge Aragão e Jovelina Pérola Negra.

Em meados de 1998 surgiu uma nova manifestação musical no Estado da Bahia em prol do Samba. Nesse tempo tanto o Samba de Roda quanto a Axé Music, estavam caminhando para a decadência e com pouca vendagem de discos. Por isso, em concorrência com a popularidade do Pagode, o Samba-reggae, um gênero originalíssimo, tem ganhado popularidade entre a juventude dos dias atuais. Grandes bandas tem mantido o estilo como Olodum, Terra Samba, Refla, Cidade Negra e até o Só Pra Contrariar.

Atualmente o samba é um dos gêneros musicais mais populares no Brasil.

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Subgêneros  escrito em sexta 21 setembro 2007 17:35

 Subgêneros

 Samba comum

O samba é caracterizado por uma seção de ritmo contendo a marcação, geralmente surdo ou tantan, o `coração do samba'; e seu núcleo mais importante é geralmente reconhecido como cavaco e pandeiro. O cavaquinho é a conexão entre a seção de harmonia e a seção de ritmo, e costuma ser reconhecido como um dos instrumentos harmônicos mais percussivos existentes; sua presença, via de regra, diferencia o verdadeiro samba de variações mais suaves como a Bossa Nova (embora haja algumas gravações de samba que não usem o cavaco, e.g. de Chico Buarque). O pandeiro é o instrumento percussivo mais presente, aquele cuja batida é a mais completa. Um violãoestá sempre presente, e a maneira de tocar violão no samba popularizou o violão de 7 cordas, por causa das sofisticadas linhas de contraponto utilizadas no gênero nas cordas mais graves. As letras falam basicamente de qualquer coisa, já que o samba é o ritmo nacional brasileiro. Esse subgênero engloba todos os outros.Artistas Famosos: Beth Carvalho, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Wilson Moreira, Teresa Cristina & Grupo Semente

 Partido alto

Esse termo é utilizado para denominar um tipo de samba que é caracterizado por uma batida de pandeiro altamente percussiva, com uso da palma da mão no centro do instrumento para estalos. A harmonia do partido alto é sempre em tom Maior. Geralmente tocado por um conjunto de instrumentos de percussão (normalmente surdo, pandeiro e tamborim) e acompanhado por um cavaquinho e/ou por um violão, o partido alto costuma ser dividido em duas partes, o refrão e os versos. Partideiros costumam improvisar nos versos, com disputas comuns, e improvisadores talentosos fizeram sua fama e carreira no samba, como Zeca Pagodinho, que é não só um grande sambista de propósito geral como um dos melhores improvisadores.Artistas Famosos: Candeia, Jovelina Pérola Negra, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Aniceto do Império, Sombrinha, Nei Lopes, Almir Guinéto, Camunguelo,Xangô da Mangueira, Nilton Campolino

 Pagode

Hoje é a forma de samba que se difunde entre as periferias dos centros urbanos do Brasil, surgida nos anos 80 com a introdução de três novos instrumentos, o banjo, o tantan e o repique de mão. Usualmente é cantado por uma pessoa acompanhada por cavaquinho, violão e pelo menos por um pandeiro. As letras são descontraídas, falam normalmente de amor ou qualquer situação engraçada. Quase sempre as letras não têm grande expressão, sendo maior preocupação a aliteração do que o conteúdo.Artistas famosos: Raça Negra, Katinguelê,Sorriso Maroto,Revelação,Jeito Moleque.

 Neo-pagode

é uma nova modalidade de Pagode surgida nos anos 1990 que se mistura com Axé Music. Este derivado do Samba, portanto, apresenta elementos do Axé como tamborins baianos, agogô e às vezes berimbau metalizado, apesar de manter os instrumentos do Pagode. Alguns grupos, como Gera Samba,  continuaram a tocar Pagode tradicional, já outros apresentam o Neo-pagode tipificado como Olodum & Samba.Grupos / Artistas famosos: É o Tchan, Gera Samba, Terra Samba, Kiloucura, Molejo, Inimigos da Hp

 Samba de Breque

Hoje um gênero morto, as músicas do samba de breque eram intercaladas com partes faladas, ou diálogos. Os cantores, necessariamente, tinham um excelente dom vocal e habilidade de fazer vozes diferentes. As letras contavam histórias e eram jocosas.Artistas famosos: Moreira da Silva

 Samba-Canção

O samba-canção foi muito executado nas rádios, com grande influências do estilo e da melodia do Boleroe ballad americano. As canções deste gênero são românticas e de ritmo mais lento. Os temas variam do puramente lírico ao trágico.Artistas famosos: Noel Rosa, Ângela Maria, Alexandre Pires, Nora Ney, Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto, Agnaldo Rayol, Dolores Duran, Maysa Matarazzo, Lindomar Castilho. As intérpretes desse gênero ficaram conhecidas como as divas da Era de Ouro do Rádio.

 Samba-Exaltação

O samba-exaltação, é caracterizado por composições "meta-regionais", o ufanismo observado nas composições exalta por assim dizer a cultura do país e não um folclore específico, constituindo o primeiro momento de exportação da música popular sem precedentes na história, apresentando as cores, a aquarela do país ao resto do mundo. Aquarela do brasil, de Ary Barroso, é a composição que inaugura esse estilo de samba. Carmen Mirandadestaca-se como uma das grandes expoentes.

 Samba-Enredo

O samba enredo é o estilo cantado pelas escolas de samba durante os desfiles de carnaval. A letra do samba-enredo, normalmente, conta uma história que servirá de enredo para o desenvolvimento da apresentação da escola de samba. Em geral, a música é cantada por um homem, acompanhado sempre por um cavaquinho e pela bateria da escola de samba, produzindo uma textura sonora complexa e densa, conhecida como batucada.

 Bossa Nova

A bossa nova é um estilo originalíssimo de samba brasileiro que surgiu na década de 1960. Este estilo é uma fusão dos estilos do jazz com o samba. Durante muitos anos foi o samba das praias e bares do Rio de Janeiro. A Bossa Nova foi bem original no seu estilo criativo, pois introduziu o repique de mão e a viola eletrônica, imitando a guitarra nos tons mais finos, fazendo uma melodia com forte influência das melodias americanas mescladas com batidas abrasileiradas. As interpretações são marcadas por um tom suave, intimista ou sussurrado. Gravado em 1958 o LP Canção do Amor Demais, é considerado axial para a inauguração deste movimento, surgido em 1957. O antológico LP trazia ainda, também da autoria de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, Chega de saudade, Luciana, Estrada branca, Outra vez. A melodia ao fundo foi composta com a participação de um jovem baiano que tocava seu violão de maneira original, inédita: o jovem João Gilberto.

 Samba Reggae

É um estilo de samba que teve origem na Bahia no ano 2000. Na década de 1980 havia manifestações culturais de batidas latinas misturadas com axé music e melodias parecidas com reggae, porém isso não foi suficiente para definir o estilo. Por volta de 2000, grupos como Gera Samba e Cidade Negra, além da famosa cantora Daniela Mercury, resgataram estas manifestações. Neste momento surgiu o Samba Reggae que, por sua vez, evoluiu introduzindo instrumentos comuns em músicas de origem latina e instrumentos de samba como pandeiro e tambor, além de guitarra ou viola eletrônica no lugar do cavaquinho. O Samba Reggae é um samba essencialmente praiano, que narra as situações da vida dos seus autores (geralmente negros) como personagens de praia.Artistas e grupos famosos: Terra Samba, Cidade Negra, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Armandinho, Inimigos da HP Samba de RodaO samba de roda é um estilo musical tradicional afro-brasileiro, associado a uma dança que por sua vez está associada à capoeira. É tocado por um conjunto de pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho, acompanhado por canto e palmas.O samba teria surgido por inspiração, sobretudo de um ritmo africano, o semba, e teria sido formado a partir de referências dos mais diversos ritmos tribais africanos. Note-se que a diversidade cultural, mesmo dentro da raça negra no Brasil, era bastante notável, porque os senhores de escravos escolhiam aleatoriamente seus indivíduos, e isso tanto fez separarem tipos africanos afins, pertencentes a uma mesma tribo, quanto fez juntarem tipos africanos diferentes, alguns ligados a tribos que eram hostis em seu continente original. Isso transformou seriamente o ambiente social dos negros, não bastasse o novo lugar onde passariam a viver, e isso influenciou decisivamente na originalidade da formação do samba brasileiro, com a criação de formas musicais dentro de um diferente e diverso contexto social.O Samba de Roda no Recôncavo Baiano, é uma mistura de música, dança, poesia e festa. Presente em todo o estado da Bahia, o samba é praticado, principalmente, na região do Recôncavo. Mas o ritmo se espalhou por várias partes do país, sobretudo Pernambuco e Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro, já na sua condição de Distrito Federal, se tornou conhecido como a capital mundial do samba brasileiro, porque foi nesta cidade onde o samba se evoluiu, adquiriu sua diversidade artística e estabeleceu, na zona urbana, como um movimento de inegável valor social, como um meio dos negros enfrentarem a perseguição policial e a rejeição social, que via nas manifestações culturais negras uma suposta violação dos valores morais, atribuindo a elas desde a simples algazarra até a supostos rituais demoníacos, imagem distorcida que os racistas atribuíram ao candomblé, que na verdade era a expressão religiosa dos povos negros, de inegável importância para seu povo.Com a modernização e urbanização do samba, vieram então vários nomes. Em 1907, veio o primeiro samba gravado em disco, "Pelo Telefone", pelo cantor e compositor Donga, e, ao longo do tempo, vieram outros cantores e autores de sambas: Ataulfo Alves, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola, Nelson Cavaquinho, entre tantos outros.Dos ritmos derivativos do samba, o mais controverso foi o da Bossa Nova, na década de 1950. Lançada por artistas como Antônio Carlos Jobim e João Gilberto (este, baiano de Juazeiro, o inventor do ritmo tocado no violão), a Bossa Nova é acusada pelo historiador da música brasileira, José Ramos Tinhorão, de ter se distanciado da evolução natural do samba e se limitar apenas a aproveitar parte de seu ritmo para juntá-lo à influência do jazz e dos standards (a música popular cinematográfica de Hollywood, cujo maior ídolo foi Frank Sinatra). Os defensores da Bossa Nova, no entanto, embora reconheçam que o ritmo pouco tenha a ver com a realidade das favelas cariocas (por sinal, removidas dos principais bairros da Zona Sul pelos governos estaduais nos anos 50 e 60), no entanto afirmam que a BN contribuiu inegavelmente para o enriquecimento da música brasileira e para o reconhecimento do samba no exterior.A manifestação cultural, na sua forma contemporânea, está presente em obras de compositores baianos como Dorival Caymmi, João Gilberto e Caetano Veloso. Recentemente, o samba é representado por nomes como Zeca Pagodinho e Dudu Nobre.

Samba Rock

O inventor do samba-rock como música é Jorge Ben Jor, que nega até hoje. Há que teorize sobre o arranjador Sergio Mendes, que misturou samba, bossa nova e jazz. Erasmo Carlos também foi identificado no teste de DNA do ritmo.
Mas o grande Jorge Ben no disco “O Bidu” é realmente o pai do samba-rock. Depois uma geração de músico adaptou o samba, que era tradicionalmente tocado em compasso binário (2/4), ao compasso quaternário (4/4) do rock. Além de usar instrumentos elétricos, como guitarras.
Ainda no fim dos anos 60 outros exemplos de como o samba poderia caber na moldura rítmica do rock-soul: a Pilatragem de Carlos Imperial e Wilson Simonal (que fez de País Tropical, de Jorge Ben Jor, um de seus cavalos de batalha) e a farra orquestral do maestro Erlon Chaves (que concorreu em 1970, no V Festival Internacional da Canção, da Rede Globo, cantando Eu Quero Mocotó, também de Jorge, acompanhado por sua Banda Veneno).
Nos anos 70, a voz potente de Tim Maia popularizaria o samba-soul, emplacando dois sucessos nesse estilo: Réu Confesso e Gostava Tanto de Você. Jorge Ben Jor teve uma queda para o funk a partir do disco A Banda do Zé Pretinho (1978), mas artistas por ele diretamente influenciados seguiram a sua orientação anterior, com muito sucesso em bailes do subúrbio carioca. É o caso de Bebeto (O Negócio é Você Menina, Flamengo) e de Serginho Meriti.
Em São Paulo, os bailes de periferia também ferviam ao som do samba-rock-suíngue, de nomes como o Trio Mocotó (que originalmente acompanhava Jorge Ben Jor), Copa 7, Luiz Vagner (que foi do grupo de jovem guarda Os Brasas, homenageado por Ben Jor com a música Luiz Vagner Guitarreiro), Branca Di Neve (falecido em 1989), Carlos Dafé, Dhema, Franco (também ex-Os Brasas), Abílio Manoel e Hélio Matheus.
De fins dos 60 para os 70 são gravadas as músicas que iriam se tornar os grandes clássicos dos bailes: "Pena verde" e "Luisa manequim", de Abilio Manuel, "Zamba-bem", de Marku Ribas, "Para sempre sem Bronquear", pelos Golden Boys, "Guitarreiro", de Luiz wagner. Os anos 70 trazem a fase áurea dos Originais do Samba, com sambas swingados como "Falador Passa Mal" e "Do Lado Direito da Rua Direita". Em fins dos anos 70, o disco Baiano e os Novos Caetanos, traz a célebre "Vô Batê pra Tú", de Arnaud rodrigues e Orlandivo. Nomes como Erlon Chaves, Bebeto, Di Mello, Orlandivo, Elizabeth Viana, Dóris Monteiro, nem sempre devidamente lembrados quando se fala se MPB são os grandes nomes quando o assunto é samba-rock. Já no começo dos anos 80, o grande Branca de Neve grava dois discos antológicos, deixando várias pedradas como "Kid Brilhantina" e "Nego Dito" (uma reconstrução, ou desconstrução fantástica de Itamar Assumpção). Vale dizer que o célebre hit "Não Adianta", com o Trio Mocotó, foi gravado nos anos 70, mas só chegou aqui pelos 80, se tornando um sucesso.
O tremendão Erasmo Carlos contribuiu para o estilo, marcando presença com os clássicos "Mané João" e "Coqueiro Verde", imortalizada para sempre como samba-rock pelo Trio Mocotó. A nossa bossa nova, relida e misturada com o blues e com o jazz pelos gringos é outra fonte de hits dos bailes, a exemplo de "Soul Bossa Nova", com a orquestra de Quincy Jones.
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Biografia (Adoniran Barbosa)  escrito em quinta 27 setembro 2007 14:24

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                            Biografia

Adoniran Barbosa, nome artísticode João Rubinato, (Valinhos, 6 de agosto de 1910 São Paulo, 23 de novembro de 1982) foi um compositor, cantor, humorista e ator brasileiro.Filho de Ferdinando e Emma Rubinato, imigrantes italianos da localidade de Cavárzere , província de Veneza. Aos dez anos de idade, sua certidão de nascimento foi adulterada para que o ano de nascimento constasse como 1910possibilitando que ele trabalhasse de forma legalizada. (À época a idade mínima para poder trabalhar era de doze anos.)Os Demônios da Garoa foram grandes intérpretes de suas composições, principalmente os sambas que citavam vários locais da cidade conhecido dos paulistanos como os bairros Jaçanã (Trem das Onze) e Brás (Samba do Arnesto), e Avenida São João (Iracema). Elis Reginagravou Iracema e Tiro ao Álvaro, pouco antes da morte de ambos que viriam a falecer quase na mesma época. Considerado o mais importante nome do samba paulistano, Adoniran retratou a capital e suas idiossincrasias, utilizando-se do "palavreado do povo" paulistano de ascendência italiana, exagerando nos erros de português: como na canção Tiro ao Álvaro significava na verdade Tiro ao Alvo.No rádio ficou famoso seu personagem Charutinho. Além dos filmes dos anos 50 e anos 60, tais como Candinho, o longa-metragem de 1953 de Mazzaropi, participou como ator nos anos 70 de telenovelas da TV Tupi, Mulheres de Areia, na qual fazia um personagem que se dizia autor dos sambasde Adoniran.Grande boêmio, sua frase famosa de uma canção que foi utilizada em um comercial de TV para uma cervejaria era: Nós viemos aqui para beber ou para conversar?.

Principais composições

  • Malvina, 1951
  • Saudosa maloca, 1951
  • Joga a chave, 1952
  • Samba do Arnesto, 1953
  • As mariposas, 1955
  • Iracema, Adoniran Barbosa, 1956
  • Apaga o fogo Mané, 1956
  • Bom-dia tristeza, 1958
  • Abrigo de vagabundo, 1959
  • No morro da Casa Verde, 1959
  • Prova de carinho, 1960
  • Tiro ao Álvaro, 1960
  • Luz da light, 1964
  • Trem das onze, 1964
  • Trem das Onze com Demônios da Garoa, 1964
  • Agüenta a mão, 1965
  • Samba italiano, 1965
  • Tocar na banda, 1965
  • Pafunça, 1965
  • O casamento do Moacir, 1967
  • Mulher, patrão e cachaça, 1968
  • Vila Esperança, 1968
  • Despejo na favela, 1969
  • Fica mais um pouco, amor, 1975
  • Acende o candeeiro, 1972
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Biografia (Agepê)  escrito em quinta 27 setembro 2007 16:04

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Agepê

Agepê, nome artísticode Antônio Gilson Porfírio (Rio de Janeiro, 10 de Agosto de 1942 30 de Agosto de 1995) foi um cantor brasileiro. O nome artístico decorre da pronúncia fonética das iniciais do nome verdadeiro: AGP. Antes da fama, foi técnico projetista da extinta Telerj, a que abandonaria para se dedicar à carreira artística. A carreira fonográfica teve início em 1975 quando lançou o compacto com a canção Moro onde não mora ninguém, que seria regravada posteriormente por Wando, mas o sucesso veio na verdade nove anos depois, com o estrondoso sucesso de Deixa eu te amar, que fez parte da trilha sonora da telenovela Vereda Tropical, de Carlos Lombardi. O discoMistura Brasileira, que continha esta canção, vendeu mais de um milhão de meio de cópias, classificando-se como uma das maiores vendagens. A carreira destacou-se por um estilo mais romântico, sensual e comercial, em que fez escola.Foi integrante da ala dos compositores da Portela, contendo um repertório eclético, composto principalmente por baião e teve no compositor Canário o mais freqüente parceiro. Na sua voz tornaram-se consagradas inúmeras composições da autoria, como Menina dos cabelos longos, Cama e mesa, Cheiro de primavera, Me leva, Moça criança dentre outras.

Morreu de cirrose aos cinqüenta e três anos.

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Biografia (Alcione)  escrito em quinta 27 setembro 2007 17:18

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Alcione

Alcione Nazaré (São Luís, 21 de novembro de 1947) é uma cantora, instrumentista e compositora brasileira.

BiografiaDesde pequena, graças ao pai policiale integrante da banda de sua corporação, João Carlos Dias Nazaré, inserida no meio musical maranhense, Alcione fez sua primeira apresentação já aos doze anos.Fez o curso normal, formando-se em magistério.Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1967, trabalhando na TV Excelsior. Após ter feito excursão por países da América do Sul, morou em São Paulo e na Europa por dois anos. Voltou ao Brasil em 1972 e três anos depois ganhou o primeiro disco de ouro através do primeiro LP, A voz do samba (1975).Identificando-se com o samba, desde cedo tornou-se fervorosa simpatizante da Mangueira, Escolaque reunia grandes sambistas na capital do Rio.Ganhou o apelidode Marrom, com o qual também é conhecida, e o primeiro grande sucesso foi Não deixe o samba morrer, de Edson e Aluísio, no repertório do primeiro LP.Em mais de três décadas de carreira, ganhou prêmios de dezenove discos de ouro, dois de platina e um duplo de platina; por dois anos consecutivos, ganhou o prêmio Tim na categoria melhor cantora de samba, entre 2004 e 2005.Além de Não deixe o samba morrer, foram consagradas na voz de Alcione inúmeras canções, como: Sufoco, Gostoso veneno, Rio Antigo, Nem morta, Garoto maroto, A profecia, Delírios de amor, Uma nova paixão, Depois do prazer, Enquanto houver saudade, Estranha loucura, Faz uma loucura por mim, A loba, Retalhos de cetim, Qualquer dia desses, Pode esperar, Meu ébano, O que eu faço amanhã, O surdo, Pior é que eu gosto, Meu vício e você, Pandeiro é meu nome, Você me vira a cabeça, Quem de nós, Mineira, dentre muitas outras.

 Prêmios e homenagensNome de importante teatro em São Luís, a terra natal, tema de samba-enredo em 1994 da Unidos da Ponte, Alcione recebeu diversos prêmios ao longo da carreira, dos quais vários discos de ouro e platina. Uma prova disso, desde de o início do Prêmio Tim de Música que ela sempre é eleita como a melhor cantora de samba, fazendo parte também do ABC da Música composto por: A:Alcione, B: Beth Carvalho e C:Clara Nunes.

 Discografia

 Universal Music / Philips

  • A Voz do Samba (1975)
  • Morte de um poeta (1976)
  • Pra que chorar (1977)
  • Alerta geral (1978)
  • Gostoso veneno (1979)
  • E vamos à luta (1980)
  • Alcione (1981)
  • Dez anos depois (1982)

 Sony BMG / RCA

  • Vamos arrepiar (1982)
  • Almas e corações (1983)
  • Da cor do Brasil (1984) (Ouro)
  • Fogo da vida (1985) (Ouro)
  • Fruto e raiz (1986) (Platina)
  • Nosso nome: resistência (1987) (Platina)
  • Ouro & Cobre (1988) (Ouro)
  • Simplesmente Marrom (1989) (Ouro)
  • Promessa (1991)
  • Pulsa, coração (1993) (Ouro)
  • Brasil de Oliveira da Silva do Samba (1994) (Ouro)
  • Profissão: Cantora (1995)
  • Tempo de Guarnicê (1996)

 Universal Music/ Polygram

  • Valeu - Uma Homenagem à Nova Geração do Samba (1997) (Ouro)
  • Celebração (1998) (Ouro)
  • Claridade (1999) (Ouro)
  • Nos Bares da Vida (2000) - ao vivo (Platina)
  • A Paixão tem Memória (2001) (Ouro)

 Indie Records

  • Ao Vivo (2002) (Platina)
  • Ao Vivo 2 (2003) (Platina)
  • Faz uma Loucura por Mim (2004) (Platina)
  • Uma Nova Paixão (2005) (Ouro)
  • Uma Nova Paixão - Ao Vivo (2006) (Ouro)
 
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